O rico e variado mundo das massas
23/05/2008

Quando o viajante italiano Marco Polo apresentou, no final do século 13, a seus conterrâneos o delicioso prato que havia provado na China, não poderia imaginar que ele seria um dia um dos grandes símbolos de sua terra e, mais ainda, um dos alimentos mais consumidos mundialmente. Mesmo com toda obscuridade que ronda a origem das massas – atribuída ora aos chineses, ora aos mesopotâmicos –, o fato é que coube ao povo italiano o verdadeiro papel de “Midas”, o de transformar o prato – feito à base de farinha de trigo e inicialmente rejeitado pelo desbravador pelo aspecto repugnante – em uma iguaria capaz de assumir várias formas, tamanhos e sabores, fazendo salivar as bocas dos quatro cantos do mundo.

E, se a diversidade é um dos elementos para a democracia, pode-se afirmar que poucos alimentos são tão democráticos quanto às massas. São mais de 500 tipos a serem combinados com uma infinidade de molhos, feitos de um único ingrediente ou misturando vários produtos. “Você pode ter quase nada na dispensa, se tiver só uma massa não precisa se desesperar. Cozinha, pega o que tem na geladeira, inventa um molho e pronto”, diz o chef Fabiano Marcolini, membro da Comunidade Européia de Chefs de Cozinha, a Eurotoques. Para ele, a pasta é a opção ideal para refeições com muitos convidados, em que é praticamente impossível satisfazer os gostos específicos de cada um. “Se tivesse de fazer uma refeição, fosse ela no deserto ou no fim do mundo, faria massa. Todo mundo já comeu uma vez na vida, ela é universal.”

A popularidade não fica só na conversa, mostra-se, principalmente, nos números de produção e consumo internacional. De acordo com a União Italiana dos Produtores de Massas (Unipi), em 2006 foram produzidas mais de 11,7 milhões de toneladas do produto ao redor do planeta. O país campeão de produção é, obviamente, a Itália, responsável por mais de três milhões de toneladas por ano, destinadas ao consumo interno – incríveis 28 quilos por pessoa a cada ano – e à exportação, garantida pela qualidade da pasta, já que a lei italiana determina que ela seja feita obrigatoriamente com trigo grano duro (veja na página 9 matéria sobre os tipos). O Brasil, contudo, não fica tão atrás. “Hoje, o país é o terceiro em produção mundial, com mais de um milhão de toneladas-ano”, diz o diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Cláudio Zanão. Mesmo ocupando uma posição de destaque entre os produtores, quando o assunto é consumo os brasileiros ficam na modesta 12ª colocação, com apenas 6,6 quilos por pessoa. “Muitos ainda associam a massa ao fim de semana, a uma refeição especial. Mas ela pode sim ser um prato do dia-a-dia”, comenta o presidente.

Fonte: Gazeta do Povo


 

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